Sarau do Balsa
  O maior time do milênio

É campeão! É campeão! É campeão!

 

Foram três anos de uma luta incessante, com muito suor e sacrifício. Percalços não faltaram, situações, digamos, trágicas, mas que hoje são pequenos resquícios na memória. Após três anos, o Bandeirante 111 conquista seu primeiro título.

 

Não podia ser diferente, foi no último set e do último jogo. Até então, a campanha foi relativamente tranqüila: 8 vitórias em 9 jogos. Mas o início da decisão do campeonato, contra Várzea Paulista, não foi dos melhores. Muitos erros e derrota por 11 a 9.

 

Mas tudo mudou a partir do segundo set. O time se concentrou mais e fez duas parciais impecáveis, com poucos erros e um padrão de jogo muito redondinho. Foram rápidos 11 a 5 e 11 a 4 e o primeiro campeão paulista do milênio estava definido.

 

Pessoalmente, acreditava no título desde o dia em que o campeonato foi marcado. A dedicação de todos nós – eu, Léo, Diego, Betão, Sócrates e João – é impar. O que não era nada, apenas seis garotos e uma corda no meio de duas árvores no Parque do Ibirapuera, virou a melhor equipe campeã do estado mais populoso da federação.

 

Agora é hora de querer passos maiores. Acabou a síndrome da “cabeça baixa”, de entrar em campo sem nunca ter vencido nada. Vamos entrar pensando que somos campeões, que somente seis pessoas têm tal honraria e que, se depender do nosso trabalho, esta exclusividade vai demorar um bom tempo – com total respeito aos adversários, que mostraram um nível muito bom, com jogos ferrenhos e potencial para ir além dos campeonatos em São Paulo.

 

Mas ano que vem vão entrar nos gramados do Brasil com a confiança lá no alto, com a mesma alegria de sempre e com uma estrela no peito! Da-lhe Bandeirante!

Escrito por Daniel Balsa às 21h27
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  Faltam 3

Não me orgulho disso, mas faltam três treinos e uma prova para acabar o meu ano “triatlético”.

 

Além de estar com as pernas doloridas, estou sem gasolina e dinheiro para comprar a Zona Azul no Parque do Ibirapuera. Culpa do dia 5 ainda não ter chegado.

Escrito por Daniel Balsa às 21h26
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  Olha a azulzinha...

Se o Viagra aparecer na lista de substâncias proibidas em breve não será surpresa nenhuma. As entidades que cuidam do antidoping ao redor da esfera esportiva estão analisando os efeitos da pílula azulzinha.

 

De acordo com alguns estudos, o medicamento é um facilitador do transporte do oxigênio, além de trazer um efeito benéfico aos indivíduos obrigados a permanecer numa zona com rarefação de oxigênio – como em jogos na altitude, por exemplo.

 

O fato é que se os especialistas estão estudando a possibilidade de colocar o Viagra como doping, alguém está usando. Porém, para um competidor de alto nível, não seria vergonha nenhuma apresentar uma carta alegando disfunção erétil e continuar utilizando o produto.

 

"É fato que o Viagra é um facilitador do transporte do oxigênio. E quando há fumo é porque há fogo. Eu tive conhecimento de um caso que transmiti às instâncias responsáveis", afirmou Domingos Gomes, médico do painel antidoping da UEFA, em matéria publicada pelo “Diário de Notícias” em janeiro de 2006.

 

O próprio jornal coloca um dado curioso em sua versão online: “a direção da equipe de futebol FC Oradera, da Romênia, apresentou facturas de 4.000 euros de compra do produto em 2005. Algumas das equipes de futebol da América Latina, ‘obrigadas’ a jogar regularmente em regiões de altitude acima dos 2,000 metros, como é o caso da cidade boliviana de La Paz, situada a 3600 metros de altitude, utilizam o Viagra para melhor se adaptarem a essas condições adversas”.

 

E se o ‘negócio’ levantar durante a atividade física? A princípio, isso não deve acontecer, pois o princípio do produto está sendo usado de outra forma, mas vai saber...



Escrito por Daniel Balsa às 22h52
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  Nem acabou 2008, mas 2009 tá chegando

Meu ano de treinos está acabando. Dia 7 farei minha última prova – o Troféu Brasil de Triathlon – e depois vou descansar um pouco, encostar a bike, sair um tanto e ver TV até mais tarde.

 

Confesso que conto nos dedos os treinos que faltam para encerrar o ano. São mais dois de corrida, dois de ciclismo e um com ciclismo e corrida logo em seguida. Por último, a prova. É pouco.

 

Mas também aguardo com ansiedade o começo de 2009, para iniciar tudo novamente. O corpo zerado, os treinos de pré-temporada, as atividades mais puxadas... é tudo muito bom.

 

Por conta disso, espero em breve contar de uma forma mais “concreta” a transformação do ciclismo. Quero pegar uma prova alvo e contar toda minha preparação, o que treinei, o que comi, o que me estressou, quanto engordei, quanto emagreci e tudo mais. Já tenho quase tudo em minha cabeça, tomara que dê certo!



Escrito por Daniel Balsa às 22h10
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  Campeão

Tenho cá meu nariz torto para o pivô Nenê Hilário por sua postura com relação à Seleção Brasileira de basquete. É verdade que o atual comando da CBB é uma porcaria, mas o Brasil sempre foi tradicional no esporte e os atletas de hoje fazem pouco da história que a regata verde-e-amarela.

 

Mas o aplaudo de pé! É inegável um dos grandes pivôs, comanda o garrafão como ninguém, e, mais do que isso, recuperou-se de um câncer e parece que está jogando mais do que nunca. Na atual temporada da NBA, sem dúvida nenhuma, é um dos melhores jogadores.

 

Aposto que seu nome estará entre os cotados para jogar o All-Star Game se continuar exibindo essa forma.

 

Mas isso vai ser o de menos para ele. Nenê venceu de forma avassaladora uma das doenças mais mortais. Enquanto muitas pessoas teriam temido o pior, o jogador encarou de frente e está nas quadras, mostrando um grande basquetebol.

 

Torço para que o Leandrinho se recupere logo. Não é câncer, mas imagino que é doloroso demais perder a mãe. Que ele levante a cabeça e vá atrás daquilo que Deus reservou em seu caminho.

 

Espero que os dois façam grandes temporadas e que voltem a vestir a camisa do Brasil com orgulho, pois o basquete precisa de vocês. Enquanto os que jogam no exterior ganham milhões, os que não têm essa oportunidade estão se encaminhando para o semi-amadorismo, com salários baixos.

Escrito por Daniel Balsa às 22h18
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  É ouro?!

O norte-americano Tim Montgomery, de 33 anos, admitiu ter usado substâncias proibidas nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000. O velocista fez parte do revezamento 4x100 m rasos, vencido pelos EUA. O Brasil, com o quarteto formado por Vicente Lenílson, Edson Luciano, André Domingos e Claudinei Quirino, chegou em segundo e pode herdar a medalha.

 

Naquela Olimpíada, o Brasil não conquistou o ouro e este seria o primeiro. Mas mesmo sem o ouro ser confirmado, aquela medalha foi a mais especial, sem dúvida. Lembro que foi uma comoção nacional. O brasileiro gosta de vitória e, por incrível que pareça, aquela prata parecia ouro. Como foi celebrada, como transmitiu orgulho.

 

Em 2000, o Brasil se escorava em Gustavo Kuerten, Rodrigo Pessoa, Robert Scheidt, Torben Grael e no vôlei de praia – no de quadra era difícil – para sair com uma medalha de ouro. Com o passar dos dias, ela não chegava. No penúltimo dia, aquela equipe formada por verdadeiros vencedores, que vieram dos lugares mais humildes do Brasil, que era o retrato do sucesso por meio do trabalho e da perseverança, perdeu apenas dos imbatíveis, os norte-americanos – que agora descobrimos o motivo de não perderem.

 

A passagem de Vicente Lenílson, Edson Luciano e André Domingos foi muito boa, sem dúvida. Mas aquela arrancada final de Claudinei Quirino, um gênio da velocidade, foi algo de encher os olhos. O revezamento do Brasil, diferente dos demais, deixou o melhor para o final. Saiu de quarto e terminou em segundo. Passou dois em 100 metros.

 

Oito anos depois, aquela “prata amada, Brasil” – com o perdão do trocadilho – será ouro. O único de Sydney.

 

Mas também fica a pergunta: naquela época, o controle antidoping não imaginava que as substâncias tomadas por Montgomery eram doping, pois a indústria farmacológica estava à frente do próprio controle. Atualmente, é proibido, mas, como na época não era, apesar da confissão, você mexeria no quadro de medalhas.

 

É uma questão bastante delicada. Pela confissão, Montgomery deixa a impressão que usou de má-fé. Porém, as doses também poderiam ser orquestradas, livremente, pois não havia algo que dizia “não pode”.

 

Tomara que os brasileiros fiquem com o ouro, mas falo isso como torcedor e fã desses caras, por tudo o que representaram ao esporte nacional, pois, ao meu ver, é delicado o assunto.

 

Mas fica a observação: depois do escândalo do laboratório Balco, que fornecia essas substâncias aos principais atletas da seleção norte-americana de atletismo, a supremacia dos EUA no esporte acabou, vide os Jogos Olímpicos de Pequim.

Escrito por Daniel Balsa às 20h31
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  Segundo!!!

Esse final de semana eu tirei para comemorar. Terminei o SP Open de Biathlon na segunda colocação na minha categoria.

 

Na verdade, nem tirei muito para celebrar, apenas me diverti com coisas fora do computador e de casa, por isso fiquei longe de postar no blog. Mas agora encontrei um tempo para falar de minha conquista.

 

Vim a semana inteira com dores nas costas e tinha um certo receio por conta disso. Mas um treino na quinta-feira me deixou mais confiante. Sexta foi a dose de gelol e sábado era o dia.

 

Acordei cedo, levantei minha mãe e minha irmã e nos arrumamos. A viagem para Santos foi sem trânsito e bem tranqüila, com um solzinho para aquecer. Chegamos lá e, por sorte, me inscrevi. Foi o último. Que isso não servisse de presságio.

 

O sol estava forte e estava decidido a nadar sem a roupa de borracha. Fui molhar os pés e as mãos na água e percebi que dava. Depois fui dar umas braçadas e percebi notei que a água estava gelada. Corri atrás da minha roupa para nadar. O pior é que não achava minha mãe, que estava com meus apetrechos.

 

Pensei que ela estivesse guardando as coisas no carro, então fui atrás de um orelhão. Liguei várias vezes para ela e até para o meu número. Tentei novamente e deu certo. De repente, vejo uma menina de casaco e capuz preto. Imaginei que fosse minha irmã, mas ela estava de roxo. Chegando mais próximo, vi que era roxo, então era ela. Fiquei mais tranqüilo.

 

Me vesti e estava pronto. Dei só uma ajeitadinha nas minhas coisas para a transição e fui até a largada. Reparei bem quem seriam meus adversários na categoria e tentei marcar alguns. De repente, vi que tinha um conhecido, de categoria acima, na mesma largada. Ele é todo corredor, mais magro, pratica o esporte a mais tempo. Seria um bom referencial.

 

Já no começo, não me senti bem. Achei que faltou tomar um café melhorado. Notei que não havia muita energia, mas não podia desistir – não é do meu feitio. Fui fazendo minha prova. Apesar de não ter navegado bem, meu tempo estava um pouco abaixo do meu melhor. Mantive o ritmo e, ao sair da água, tentei dar uma corrida mais forte para chegar logo na transição.

 

Tirei a touca e os óculos e joguei no chão ao chegar no meu “cantinho”. Arranquei a roupa de borracha, coloquei meus óculos de grau, enfiei meu pé no tênis e sai para a corrida. Sai cerca de 20min40s para a corrida. Teria de correr o meu melhor para fazer 53 minutos, que era uma das minhas metas, além do pódio.

 

Mas logo vi que faltava um pouco gás, mas que não podia desistir. O circuito era em uma rua e seriam duas voltas, então daria para ver meus concorrentes por três vezes. Percebi que um estava voltando na corrida, então eu estava em segundo. Logo vi alguns quando entrei para o retorno, mas ainda não acreditava que estava em segundo e só saberia na volta final.

 

Como estava ficando cansado, preferi administrar aquela distância, pois não daria para alcançar o primeiro colocado, que corria demais. Não importava a posição que estava, mas se alguém da minha categoria viesse correndo, eu teria um pouco de gás para não permitir a ultrapassagem.

 

Abri a segunda volta e me sentia um pouco melhor. Quase tinha a certeza de estar em segundo, o que confirmou quando vi meus rivais quando eu estava retornando da segunda volta. Tinha uma boa vantagem. Dava pra garantir o resultado correndo naquele ritmo, mas preferi acelerar e tentar melhorar meu tempo. Tinha de ter muita cabeça para correr e não acabar o gás.

 

No fim, deu certo. Não alcancei os 53 minutos, mas não fiquei nos 57, o que me incomodaria. Fiz em 55min14s, mais rápido do que quando competia o revezamento com minha mãe.

 

Prova de que treinei da forma certa, mas que ainda falta um pouco mais de vontade e experiência para diminuir ainda mais meu tempo.

 

Subir no pódio foi bem legal. Ver minha mãe e minha irmã aplaudindo é normal – sempre acontece isso em casa –, mas vi diversos desconhecidos que felicitavam pelo meu resultado. Algo muito bacana! Agora tenho um troféu guardado em casa. 

Dia 7 de dezembro, terei a última prova do ano – ufa! A etapa final do Troféu Brasil de Triathlon promete e eu quero buscar alguma coisa. Apesar de estar bastante cansado, estou confiante. Vou deixar todo o gás que eu tiver, pois depois terei merecidas férias dos treinos.



Escrito por Daniel Balsa às 21h35
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  Não vai ser dessa vez

Hoje, pela primeira vez neste ano e pouquinho de blog, pensei em desativá-lo. Sem motivo aparente, mas só para não criar um compromisso ou responsabilidade de escrever quando estiver cansado por conta do trabalho e tudo mais.

 

Só que vou continuar. Escrevendo aos pouquinhos, falando alguns assuntos que gosto – principalmente tratando de esportes.

 

O duro mesmo é o tempo, que concilio com o trabalho e os treinos.

 

Falando em treinos, amanhã farei o SP Open de Biathlon. Estou confiante, mas preciso “ligar” um pouquinho mais meu corpo. Tomara que consiga um grande resultado, apesar das dores nas costas que estou sentindo.



Escrito por Daniel Balsa às 13h15
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  Fazendo parte da história

Não comentei aqui, queria esperar um pouco mais – a fase final, para falar a verdade –, mas devo falar que neste domingo, dia 16, demos um passo importante para o punhobol – ou faustball ou até faustebol, como queiram. Pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, haverá um campeonato estadual da modalidade em São Paulo.

 

Neste domingo foi realizado o “embrião” desse campeonato, a primeira fase da competição. Ninguém foi eliminado, tampouco terá vantagem para a decisão, mas foi importante para conhecermos o ambiente e as novas equipes do esporte. Um grande trabalho do Gastão Englert, treinador da seleção brasileira da modalidade, que mobilizou este campeonato.

 

As partidas foram disputadas na Esef, em Jundiaí, a 58 km do centro de São Paulo. Nossa viagem foi um pouco complicada, pelo fato de seis marmanjos ficarem apertados no carro, mas para lá de divertida. Descontração, mas sem perder o fodo. Chegamos em Jundiaí, a Terra da Uva – o resto é conversa –, e logo nos ligamos que as partidas seriam transcorridas em ginásio. Ruim para nós, acostumados a treinar na grama.

 

Também impressionou a altura de alguns jogadores, que também praticam vôlei. “Olha o tamanhos dos Babarovs”, disse Diego, um dos atletas da minha equipe, o Bandeirante 111. Mas quem disse que tamanho quer dizer alguma coisa? Se fosse isso, chamava um time de basquete para jogar.

 

Batemos uma bola para aquecer, fizemos alguns exercícios e depois fomos aos jogos. Uma boa vitória logo de cara para motivar. Depois um triunfo mais contundente ainda. Ai veio a derrota, contra equipe de Várzea Paulista, de quem havíamos vencido na estréia.

 

Fez bem. Mostrou que devemos estar ligados sempre. Foi uma partida que atípica. Parecia que estávamos assistindo o Faustão em casa. Erramos muito no começo e ficou complicado buscar. Não parecia que queríamos de verdade reverter o resultado. Logo em seguida, a terceira vitória e o descanso da rodada.

 

Conversamos, acertamos algumas coisas e tivemos consciência que perdemos na hora certa. Todos chegaram ao consenso que faltou vontade naquele jogo e que todo esse tempo treinando tem de valer alguma coisa. Tem de valer o título. Temos de querer ganhar a todo custo esse campeonato. É o primeiro em 70 anos.

 

Voltamos à quadra mais quatro vezes. Saímos vitoriosos em todas as partidas, inclusive nas que o Gastão, que possui um conhecimento infinitamente superior ao nosso, jogou.

 

Agora é continuar nessa pegada para a fase final. Estou confiante, mas falta muita coisa. Um caminho arduoso até a conquista. Vamos deixar tudo o que sabemos dentro da quadra, durante as partidas. Isso é certeza. Espero que seja necessário para a conquista.

Escrito por Daniel Balsa às 23h59
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  Cansado, só isso

Não viajarei no feriado, então poderei falar alguma coisa com mais calma a partir de amanhã.

 

Mas atualizo vocês que estou lendo o livro “A luta de Lance Armstrong”. Estou apenas no quarto capítulo e já recomendo para todo mundo.

 

Comprem! Já mudou algumas coisas que penso sobre a vida.

 

Se não comprarem, procurem saber quem é Lance Armstrong. Não é apenas um sensacional esportista, mas é um cara que faz milhares de pessoas em adversidades cabulosas sonharem que podem virar o jogo.

Escrito por Daniel Balsa às 21h10
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  Vestibulandos

No primeiro dia do "vestibular da Honda", se assim podemos dizer, Bruno Senna levou a melhor sobre Lucas di Grassi, cravando o tempo de 1min24s343 em 39 voltas. Di Grassi, que só andou pela manhã, terminou com 1min25s512.

 

Acho que a Honda está fazendo de forma errada seu vestibular. A pista de manhã tem uma condição, à tarde ela passa a ter outra. Lucas testará amanhã, enquanto Senna volta ao circuito de Barcelona na quarta. Ou seja, não vai ter nenhum mano-a-mano, a análise será com relação aos dados.

 

E se tiver de comparar, os dois não foram nada bem. Alexandr Wurz, piloto de testes da Honda, foi o terceiro melhor do dia, com 1min21s198. O mais rápido foi Takuma Sato pela Toro Rosso, cravando 1min20s763.

 

Eu, particularmente, acho o Di Grassi um grande piloto, só que acho difícil ele conseguir lugar na Honda, a não ser que ele seja infinitamente superior ao Bruno, que tem um nome que vai lhe abrir as portas. Claro que o nome, somente, não mantém ele na F-1, só que conta muito como "critério desempate". Quem não gostaria de ver um Senna na categoria?



Escrito por Daniel Balsa às 20h48
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  Maddie - A verdade da mentira

Consegui ontem uma cópia do livro “Maddie – A verdade da mentira”, escrito por Gonçalo Amaral, ex-inspetor da Polícia Judiciária Portuguesa e que esteve à frente das investigações iniciais sobre o suposto rapto da menina Madeleine Beth McCann, no Algarve, em 3 de maio de 2007.

 

Li apenas o primeiro capítulo, mas já pude notar que o autor fez o livro em forma de se defender, de mostrar que a polícia portuguesa fez o melhor trabalho possível, mas que encontrou “forças ocultas” que acobertavam os McCann. Trabalho ruim, ao olhar de Gonçalo Amaral, foi feito pelos britânicos, que abandonaram o caso enquanto o paradeiro da criança ainda não é conhecido.

 

Na verdade, para Gonçalo Amaral, o paradeiro de Maddie é conhecido, sim. Ela está morta e morreu na cena do suposto rapto, onde ela deveria estar dormindo.

 

Agora, não posso dizer mais nada sobre o livro, pois ainda não li o restante. Mas algo me instiga nesse caso, o mais midiático dos últimos tempos. Sempre tive fascinação sobre o sumiço de Maddie. Acredito que, ao ler esse texto, algumas perguntas vão surgir sobre suas cabeças, inclusive sobre as “forças ocultas” que, segundo Gonçalo Amaral, agiam de forma pró-McCann.

 

Mas cá entre nós (vou até falar baixinho para ninguém nos escutar): como um livro desses, a palavra de alguém tão gabaritado e que estava dentro do episódio, pode passar assim, sem divulgação? Não o encontrei em lugar algum para comprar no Brasil. Até para comprar em lojas virtuais portuguesas é complicado. Qual é o interesse em esconder a palavra do antigo inspetor do caso?



Escrito por Daniel Balsa às 22h08
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  Alguém tem moral para culpá-lo?

Marcos, goleiro do Palmeiras, é um jogador diferenciado no mundo do futebol – não só no Brasil, mas vou me focar só ao nosso país. Apenas ele e Rogério Ceni, do São Paulo, são verdadeiros torcedores dentro do campo, são regentes e maiores representantes de duas nações no futebol.

 

Os dois tem linhas parecidas: anos e mais anos de entrega ao clube, ídolos, campeões, passagens pela Seleção Brasileira, sucedidos, capitães... são muito parecidos mesmo. Existem discussões e discussões para saber que é melhor que quem. Até fora do campo os dois são bastante parecidos, falando o que querem e o que pensam.

 

Mas ao falarem o que pensam, surge a grande divergência entre os dois. Rogério Ceni é mais polido ao falar, segura um pouco a onda, pois sabe também que tudo o que fala tem uma proporção maior. Marcos também sabe disso, mas é mais emotivo que o goleiro são-paulino. Por isso a polêmica declaração diante do Fluminense e as subidas ao ataque após falhar no gol do Grêmio na partida de domingo.

 

Rogério Ceni também tenta das suas, ao sair jogando. Porém ele também sabe sair bem com a bola no pé, então se resume a tentar lançamentos e iniciar jogadas, como um verdadeiro líbero. Marcos não tem essa facilidade, tem apenas altura para tentar um gol de cabeça, como esboçou por algumas vezes no domingo.

 

Hoje ele veio pedir desculpas pela atitude. Eu, se fosse ele, não pediria. Fez isso por amor ao clube, ao ver que o elenco nada criou e ao notar que seus fãs – aqueles que o condicionaram a ídolo no Palestra Itália – cabisbaixos e resignados a derrota. Tentou alguma coisa além de suas capacidades para evitar aquele revés.

 

Foi criticado por alguns jogadores e pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, que, ao invés de ir comandar a equipe na Copa Sul-Americana, preferiu comentar a partida direto do estúdio em São Paulo. Aplaudo a torcida do Palmeiras por ficar ao lado de Marcos.

 

Também aplaudo Marcos pelo pedido de desculpas. Não pelo fato de se desculpar é agir com nobreza, mas pelo baita sapo que ele está engolindo para apaziguar um início de crise, que pode tirar o Palmeiras até da Libertadores.

Escrito por Daniel Balsa às 21h57
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  Criatividade zero

Nestes últimos dias, paira uma falta de criatividade absurda em minha cabeça. Não sei o que fazer e o que escrever. Está incrível o vazio de pensamentos que tenho. Quando penso em alguma coisa, logo vem um fundo branco com um enorme ponto de interrogação em vermelho.

 

?

 

O esquema é ir treinar e ver o que fazer para isso passar logo. Estou parecendo um saco roto.

Escrito por Daniel Balsa às 22h08
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  Novas sensações

Hoje fiz uma aula de laboral na CVC com vendas. O motivo era fazer com que os trabalhadores desenvolvessem seus sentidos sensoriais, com exceção da visão.

 

Começou o alongamento e eu fiz bem. Aliás, me senti bem. Pensei em várias coisas que um cego faz mesmo sem enxergar. Conheço histórias de pessoas que perderam a visão que vão a estádios de futebol, autódromo e outros locais esportivos e tem sensações boas.

 

Eu, particularmente, tive uma ótima sensação ao conseguir voltar para o meu lugar rapidamente, mesmo com a venda. Sem falar que foi boa a aula, a melhor que fiz na CVC. Gostei! Uma nova e boa experiência.

Escrito por Daniel Balsa às 21h51
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