Sarau do Balsa
  Pequinzada (104) de ouro!!!

 

Estou muito feliz com a medalha de Maurren Maggi no salto em distância. Qualquer que fosse a colocação no pódio já teria um gosto de ouro, ainda mais por tudo o que ela passou.

 

Suspensa por doping (ela usou um creme para um tratamento estético), Maurren foi impedida de disputar e vencer o Pan de Santo Domingo em 2003 e os Jogos Olímpicos de 2004. Parou de competir, casou, teve Sophia e voltou a competir, mesmo que isso lhe rendesse o divórcio.

 

Quem teve a missão de recolocar a saltadora em nível de competição foi Nélio Moura, que era seu treinador antes de sua parada. Foram dois anos nesta luta pela reafirmação da atleta. Um recomeço difícil, mas que rendeu títulos depois.

 

Logo veio o título Pan-americano, vice no mundial e o ouro olímpico. A medalha é fruto de uma boa base familiar, com a determinação e vontade da atleta e uma rotina muito bem planejada de treinos.

 

Comecei a acompanhar a prova de Maurren no carro. Vi pelo celular o primeiro salto. Notei que estava perto da casa dos 7 metros e fiquei no aguardo do placar. “Maurren salta pra 7m04!”, gritou Cléber Machado. O replay ainda mostrou que ela usou o limite da tábua de salto. Se o Galvão narrasse a prova, diria que foi no “limite extremo”.

 

Na hora, comecei a vibrar vindo para o trabalho. Confesso que escorreu algumas lágrima. Sabia que a guerreira Maurren era medalha já com esse salto e sentia que seria de ouro.

 

Os saltos seguintes foram sofríveis. Qualquer competidora poderia superar a marca em uma tentativa, até que chegou a última rodada. Uma a uma era eliminada da briga pelo ouro, até que sobrou a russa Lebedeva, atual campeã olímpica e desprezada por Lauter Nogueira – comentarista da Globo e Sportv - antes da prova.

 

Ela tinha como melhor salto os 6m97. Era a última chance, mas o cansaço conta nesta hora. A russa começou a correr e lembrei de Robson Caetano falando pela manhã que saltar a 7m05 garantiria o ouro.

 

Lebedeva saltou. E bem. “Mas não foi 7m05”, eu pensei, mas apreensivo. A câmera filmava Maurren e notei que ela não teria condições de superar a russa no último salto. Ela estava muito mais secando a adversária do que concentrada em saltar.

 

“7m03! É ouro para Maurren Maggi!”, falou Cléber Machado. Fiquei muito feliz! Vibrei no serviço! Ainda mais por já ter acompanhado treinos de pertinho da equipe de Nélio Moura durante este tempo.

 

Ri também quando Sophia falou ao telefone com Maurren e dizia que queria a prata. A menina de três anos ainda não sabe o valor histórico da conquista da mãe.

 

Mas deixei lágrimas escorrer quando ela foi falar com Maurren pela Globo. A primeira frase foi um “eu te amo, mamãe”. Geralmente, as pessoas falam isso por último ou quando ganham alguma coisa. Ela expressou seu sentimento logo de cara... foi marcante para mim.

Parabéns Maurren! Essa medalha vale mais que ouro!

Escrito por Daniel Balsa às 01h45
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  Pequinzada (103)

Infelizmente, o Jadel Gregório não encaixou sua corrida no salto triplo, prova que já rendeu algumas medalhas olímpicas com Adhemar Ferreira da Silva, Nelson Prudêncio e João do Pulo.

 

Parecia ser o dia de Jadel. Ele estava muito tranqüilo e relaxado, mas não conseguiu usar a tábua inteira em nenhum dos saltos e parou nos 17m20, com a sexta colocação.

 

É uma pena! O Brasil precisa recuperar sua tradição nessa prova.

Escrito por Daniel Balsa às 20h49
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  Pequinzada (102)

Não deu mais uma vez para as meninas do futebol. Perderam novamente na prorrogação para os Estados Unidos e voltam pra casa com a prata. Medalha que deve ser comemorada, sim, apesar da derrota na final.

 

O Brasil foi muito melhor que os Estados Unidos, mas pecou pela falta de pontaria. Quando a bola ia em direção ao gol, a goleira Hope estava lá. Ela, inclusive, fez uma defesa em um chute de Marta dentro da pequena área que deu inveja aos melhores goleiros do mundo.

 

Bárbara trabalhou pouco, mas salvou o Brasil no final do tempo normal. Só não conseguiu salvar em lance.

 

Esta é a típica derrota que só resta lamentar. Não faltou atitude e vontade para elas, como tem acontecido com a seleção masculina desde o fim da Copa das Confederações em 2005.

 

Parabéns meninas! Celebrem a prata e continuem trabalhando, pois o título está próximo. Seja no mundial ou na Olimpíada.

Escrito por Daniel Balsa às 20h40
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  Pequinzada (101)

A Seleção Brasileira feminina de vôlei passou o carro pra cima da China e manteve os 100% de aproveitamento – venceu todos os sets disputados. Desta vez, os 3 a 0 foram com um aperto danado no primeiro set, um pouco menos de dificuldade no segundo e um show no terceiro.

 

Essas meninas estão no auge da forma física – até acho que a China não suportou o ritmo no terceiro set – e muito mais maduras e focadas.

 

Com essa campanha e Zé Roberto no banco, não custa lembrar a impressionante jornada que rendeu o ouro à seleção masculina em Barcelona-1992. O Brasil voou lá e só titubeou em três sets durante a competição.

 

Até a final lembra aquela de 1992. O Brasil bateu a Holanda em Barcelona, uma seleção que não era uma das principais candidatas ao título, assim como é o Estados Unidos agora. Vamos lá Brasil!

Escrito por Daniel Balsa às 20h39
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  Pequinzada (100)!

Temos de tirar o chapéu ao maior atleta brasileiro da história. Não tem pra ninguém! Robert Scheidt é muito bom mesmo. Até nas horas em que parecia impossível, acreditava que ele e Bruno Prada trariam a medalha para o Brasil. Dito e feito!

 

E melhor ainda: os ventos na prova de hoje fez com que os bons aparecessem e a missão de buscar uma medalha que não fosse a de bronze foi bem sucedida. Na prática, este “garimpo” era praticamente impossível.

 

Mas os gênios trabalham pensando no melhor, mesmo que a chance seja pequena. A terceira colocação na Medal Race rendeu a prata para a dupla brasileira. E Robert Scheidt ainda fez questão de vangloriar a campanha de Bruno Prada.

 

“Vocês sempre falam de mim, mas o trabalho do Bruno aqui foi sensacional. O desempenho dele aqui foi até melhor que o meu”, falou.

 

Já Bruno Prada revelou uma conversa que teve com seu pai, quando a dupla ainda não estava perto das medalhas. “Falei para ele que só iríamos desistir quando terminasse a última regata”.

 

Nada melhor do que uma medalha para comemorar a centésima Pequinzada!

Escrito por Daniel Balsa às 20h36
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  Pequinzada (99)

Aprendi com a vida que nunca podemos questionar um gênio, pois eles podem fazer coisas praticamente impossíveis quando menos imaginamos.

 

Aprendi isso com Senna e Schumacher na Fórmula 1, Zidane no futebol, Ricardinho no vôlei e com muitos outros esportistas, inclusive com Robert Scheidt.

 

E ele é o motivo para eu estar escrevendo isso. A falta de ventos tem prejudicado os atletas mais talentosos e nivelando a competição por baixo. Prova disso é que Ricardo Winicki, o Bimba, não conseguiu a medalha na classe RS:X.

 

Scheidt e seu parceiro, Bruno Prada, vinham em oitavo faltando duas regatas para a decisão. Estava complicado para o duo brasileiro buscar uma medalha e já até questionavam a troca de Scheidt da Lazer para a Star.

 

Mas questionaram o gênio. Ele conquistou dois terceiros lugares nas regatas desta quarta e entra na Medal Race com chances da medalha de ouro, já que é o terceiro na classificação.

 

O bronze já seria um grande resultado, sem dúvida nenhuma. Seria a primeira de Prada e a quarta de Robert em quatro olimpíadas – ele já tem duas de ouro e uma de prata.

Escrito por Daniel Balsa às 20h26
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  Pequinzada (98)

Já deu para ver que a água da Jamaica tem particularidades excelentes para provas de velocidade, mas Usain Bolt não revela onde fica sua fonte.

 

Ele ganhou os 100 metros rasos de uma forma que nunca vi em minha vida – e olha que eu acompanho o atletismo desde Ben Johnson, Carl Lewis e Robson Caetano. Com 75 metros de provas ele já estava comemorando e bateu o recorde mundial.

 

Agora fez o mesmo nos 200 metros. Sem contar que ele quebrou um recorde mundial que muitos achavam que duraria ainda mais uns anos. Em 1999, o mito Michael Johnson estabeleceu 19s32 no Mundial daquele ano. Usain Bolt marcou 19s30 fazendo festa durante a competição!

 

Tudo bem que Michael Phelps ganha com folga suas provas, mas ele mantém o ritmo do começo ao fim. Mas Bolt tem aliviado durante competições que são, geralmente, definidas em uma piscada.

 

Esse cara tem tudo para continuar superando recordes e mais recordes. Se continuar assim, vai estabelecer marcas que vão durar por muitos anos.

Escrito por Daniel Balsa às 20h25
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  Pequinzada (97)

Chegar a uma medalha. Esta é a meta de Maurren Maggi no salto em distância. E as coisas estão ainda mais fáceis para ela. A portuguesa Naide Gomes não conseguiu vaga na final da prova. Ela tem a melhor marca do ano, com 7m12.

 

O engraçado é que depois de Naide ter queimado o primeiro salto, eu fiquei imaginando se ela queimasse os outros dois. Então ela falhou no segundo. Na última tentativa, ela tentou não queimar e saltou muito mal e ficou fora da final.

 

Caminho livre para o ouro? Nada disso. Somente uma concorrente a menos no caminho de Maurren. Mas se ela trabalhar bem a cabeça, tem grandes chances de medalha. Só deve se cuidar para o “caos” antibrasileiro em Olimpíadas.

 

Também vamos torcer para um grande salto da Keyla Costa, que avançou à final em sua última tentativa. Foi bonito ver a festa dela com a Tânia e o Nélio Moura na arquibancada.

 

Falando em Nélio Moura, o panamenho Irving Saladino foi medalha de ouro no salto em distância. Ele, que mora em São Paulo há quatro anos, disse que seu triunfo tem méritos brasileiros.

 

Méritos de Nélio.

Escrito por Daniel Balsa às 22h03
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  Pequinzada (96)

Jogador brasileiro tem a cabeça muito pequena. O Brasil já estava levando uma coça da Argentina. Já não tinha mais jeito de alcançar a seleção que melhor atuou durante a partida e, por isso, ganhou de 3 a 0. Mas tem atleta que não percebe a dimensão de uma Olimpíada e que a disputa pelo bronze vale muito.

 

No final do jogo, Lucas e Thiago Neves deferiram pontapés contra argentinos e foram expulsos. Estão fora da partida contra a Bélgica, que vale o bronze olímpico.

 

Lucas era titular da sua posição, enquanto Thiago Neves sempre entrava – e bem – nos jogos. Se o Brasil perder o bronze, poderão perder o crédito na seleção.

 

Com a vaga na final, a Argentina poderá superar o Brasil no quadro de medalhas. Atualmente, os “hermanos” tem um ouro – conquistado logo pela manhã na prova de Madison no ciclismo de pista – e um bronze. Temos de torcer para que as meninas superem as norte-americanas na decisão feminina.

Escrito por Daniel Balsa às 22h03
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  Pequinzada (95)

Uma pergunta e uma constatação.

 

Se a vara da Isinbayeva tivesse sumido, a prova continuaria?

 

Mas se a vara da Fabiana Murer não sumiu e, na verdade, ela esqueceu, ela não pode falar nem para a mãe dela. Só que a revolta dela não foi tão simples assim. Acredito que perderam o material.

 

A Isinbayeva, que é muito amiga dela, disse que emprestaria sua vara. Mas isso não vem ao caso agora. Acredito que, na hora, a última coisa que Fabiana pensou foi em pegar uma vara emprestada.

Escrito por Daniel Balsa às 21h37
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  Pequinzada (94)

Este texto é sobre uma iniciativa própria, mas deveria ser o Governo a ter este tipo de atitude.

 

Há quatro anos, Fernanda Oliveira competia nos Jogos Olímpicos de Atenas na classe 470 com Adriana Kostiw. Sem apoio nenhum, a dupla competia com um barco ultrapassado. Nada puderam fazer para buscar a medalha.

 

Ao invés de se desestimular, Fernanda montou seu próprio projeto olímpico, ao estilo “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

 

Batalhou por um patrocinador que lhe desse, mais ou menos, carta branca para montar uma estrutura capaz de lhe render a medalha olímpica. Contratou um técnico competente e a Isabel Swan, que na época era uma promissora atleta. Para divulgar ainda mais seus resultados, tiveram uma assessoria de imprensa. Sem contar no apoio médico, como o acompanhamento psicológico.

 

Todos foram morar em Porto Alegre, cidade de Fernanda, e treinaram no Lago Guaíba – não é rio, é lago. Competiram no Brasil e no mundo e focaram neste projeto da medalha. No começo, ninguém notava aquela dupla com o barco brasileiro, até os primeiros resultados aparecerem.

 

É verdade que o título não veio em nenhuma das grandes competições internacionais, mas sempre estiveram brigando, com constantes chegadas entre a segunda e a quarta posição.

 

Em Pequim, entraram na regata final – a Medal Race – na terceira colocação. Tinha poucos pontos à frente da nona melhor parceria, por exemplo. Não era medalha garantida e corriam grandes riscos já que a pontuação era dobrada.

 

Buscaram andar entre as primeiras e marcaram as israelenses, que estavam em quarto. Vieram juntas na frente e, na última bóia, armaram o bote para ficar com a vitória e a medalha de bronze. Foi uma festa incrível! Quase quebraram o barco.

 

Comissão técnica, torcedores e familiares quase deram uma volta olímpica com o barco nos braços e já em terra. Incrível! Foi bonito demais!

Escrito por Daniel Balsa às 21h37
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  Pequinzada (93)

Nestes 10 dias de Jogos Olímpicos aconteceram muitas coisas que me inspiraram a falar de dois assuntos. Um eu já falei aqui, por isso nem vou me estender muito, que é a política esportiva no Brasil.

 

O país quer ser potência olímpica do jeito errado, investindo nas realidades ao invés de criar um cenário propício para criar campeões aos montes. Para o César Cielo ganhar uma medalha de ouro e uma de bronze em Pequim, ele precisou passar anos e anos longe de casa e enfrentar dificuldades habituais por não poder contar com a família. Já Michael Phelps dorme todo dia na sua cama, toma o café que a mãe prepara, tem um ombro mais que amigo e etc.

 

Não entendo porque o Brasil precisa continuar exportando atletas para vencer e não pode ter aqui grandes competidores. Por exemplo, algumas jogadoras do futebol feminino estão há um ano desempregadas. Ouvi a seguinte frase: “será que a Marta não consegue indicar para nenhum time da Europa?”. Claro que é melhor trabalhar na Europa do que não trabalhar, mas melhor ainda seria exercer sua profissão em sua casa.

 

O vôlei e a ginástica estão no caminho certo. Além de revelarem atletas aos montes, estão criando uma situação propícia para manter suas estrelas aqui. Alguns jogadores de ambas seleções de vôlei do Brasil estão de malas prontas para deixar a Europa e voltarem para o país.

 

A segunda coisa que quero falar é que na Olimpíada precisa ter estrela. Acho que só a Ketleyn Quadros foi “zebra” para o Brasil durante uma edição dos Jogos Olímpicos. De resto, tudo acontece com os brasileiros, é incrível.

 

Em todos esses anos que acompanho Olimpíada, já vi coisas inacreditáveis. Em 2000, aconteceram várias coisas estranhas e o Brasil não conseguiu nenhum ouro. Na última chance, com Rodrigo Pessoa no hipismo, o cavalo Baloubet du Rouet, que estava sobrando no Jogos, refugou.

 

Em 2004, Daiane dos Santos falhou, o que não acontecia havia muito tempo. O padre irlandês resolveu invadir a pista na maratona. Abraçou, justamente, o Vanderlei Cordeiro. Vários matchpoints para a seleção feminina avançar à final do vôlei, eis que a Rússia vira.

 

São muitos casos e não vou lembrar de todos. Mas este ano o Diego Hypólito já caiu, João Derly e Luciano Corrêa tomaram ippons – ambos foram campeões mundiais de forma irretocáveis – e, o mais impressionante, sumiu a vara que Fabiana Murer ia saltar.

 

Ela carregava todas dentro de um tubo, mas a organização colocou o material dentro de um carrinho e a vara para o segundo salto dela, justamente essa, sumiu. Ela chorou, procurou a vara, esperneou, mas teve de saltar com um improviso. Não passou dos 4m65. Sua melhor marca, 4m80, daria a medalha para ela.

 

É incrível como as coisas só acontecem contra o Brasil.

Escrito por Daniel Balsa às 21h36
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  Pequinzada (92)

Infelizmente, não deu para a dupla Ana Paula e Larissa. Se elas vencessem, o Brasil já teria, no mínimo, a medalha de prata, porque a semifinal seria contra Renata e Talita.

 

Aliás, essa parceria jogou muito hoje diante das australianas e podem endurecer para Walsh e May. Vai ser dureza, mas quem sabe?

 

Mas o dia não foi bom para a ginástica. Não deu para trazer medalha e as cobranças virão. Mas agora eu não entendo, se até 2000 nós só tínhamos uma ginasta de nível. A CBG é uma das que mais investiram da forma correta no esporte.

 

Hoje os campeonatos nacionais são de alto nível, basta ver que o Brasil colocou a seleção feminina na final olímpica. Os torneios aqui são em diversos lugares para promover o esporte e também existe o intercâmbio.

 

Ganhar ou perder, faz parte do jogo. Mas a chance de ganhar aumenta quando mais participantes estão lá e o número cresce a cada ano. Foi um pecado o Diego Hypólito cair, senão seria o ouro. Mas isso acontece e paciência.

 

Este trabalho sério deve continuar para os próximos mundiais e olimpíadas. A Ginástica está bem perto de ser o primeiro esporte que saiu do zero e construiu um trabalho para se tornar realidade, sempre precisar depender de um gênio ao acaso, como foi no tênis com Guga, por exemplo.

Escrito por Daniel Balsa às 20h47
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