Sarau do Balsa
  Pequinzada (91)

Logo mais, um jogaço no vôlei de praia!

 

Ana Paula e Larissa vão ter de se superar para bater Walsh e May, as norte-americanas bicampeãs olímpicas.

 

Estou confiante! Acho que o ouro do César Cielo abriu as porteiras pra galera.

 

Aposto nas brasileiras!

Escrito por Daniel Balsa às 21h13
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  Pequinzada (90)

Você já realizou um sonho de infância? Eu sempre quis estar no meio esportivo e hoje estou, mas queria ser jogador de futebol, piloto de Fórmula 1, jogador de vôlei... mas não consegui.

 

Ontem, senti um orgulho imenso de Cesar Cielo. Ele pode nunca mais vencer nada, mas seu desejo de quando era criança foi realizado.

 

Tentei imaginar qual deve ser o sentimento de ter algo que você sonho a vida toda. Não consegui. Claro, vem a satisfação, o prazer, a emoção, o deve cumprindo e outros mais.

 

Mas deve existir um sentimento único, a mistura de todos estes. Algo que só quem chegou lá sabe e nós só imaginamos, boquiabertos em frente à televisão. Eu, Gustavo Borges, Galvão Bueno, Fernando Scherer, todos os envolvidos com a natação e muito outros tentaram imaginar o que era isso após os 21s30 da prova de ontem.

 

Ninguém deve saber, apenas tentar imaginar. Cielo sabe, mas, imagino, não consegue mensurar. De repente, as lágrimas no pódio olímpico é a materialização deste sentimento.

Escrito por Daniel Balsa às 21h02
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  Pequinzada (89) de ouro!!!

Foto: Reprodução/UOL

 

É o primeiro ouro para o Brasil! Veio com César Cielo, nos 50 metros livre.

 

Apesar de ser uma prova em que uma unha faz a diferença, tinha a confiança de que o ouro chegaria logo após sabe da medalha de bronze do Cielo nos 100 m livre. A tese ficou ainda mais reforçada após o primeiro recorde olímpico. A certeza veio no segundo, apesar de só ter sido confirmada no terceiro – este durante a final.

 

Preparou-se como um grande campeão: com muita paciência e logo do oba-oba. Enquanto as competições mais importantes estavam repletas de estrelas quebrando o recorde mundial, ele continuava treinando e participando de provas secundárias.

 

O Brasil precisa a aprender com ele. Muitos nadadores querem vencer todas as provas a todo o tempo. Ele se preparou para ganhar somente uma competição. Chupou o dedo em algumas, não quis ser “guloso” no Pan e se mostrar para a torcida, mas ganhou a prova que ele queria. Eamon Sullivan, recordista mundial, nem subiu no pódio nos 50 m livre em Pequim.

 

Não tem, por exemplo, seis medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos, mas é o único brasileiro campeão olímpico na natação e recordista olímpico. Sua marca terá, no mínimo, quatro anos de reinado. Faltou o recorde mundial, mas o mais importante ele levou. Deu até uma deslizada um pouco maior só para deixar ainda maior o frio na barriga.

 

E é diferente um título na natação, um esporte em que tem muito prestígio nas Olimpíadas. É o primeiro do Brasil e a comemoração foi grande aqui em casa. Que esta medalha empolgue os brasileiros em Pequim.

 

Valeu Cielo! Mas eu já sabia!



Escrito por Daniel Balsa às 00h53
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  Pequinzada (88)

Cobrar de atletas que ganham somente o sustento – alguns nem isso – é demais. São abnegados, mas não dá para querer competir com as estruturas de países como Estados Unidos, China, Alemanha e até a Espanha, que cresceu muito após sediar os Jogos de Barcelona-1992.

 

Então a solução é o Brasil organizar uma Olimpíada? Não! Absolutamente que não! Precisa mudar a cabeça dos dirigentes esportivos, que querem primeiro a parte dele e, depois – bem depois – a do esporte. Depois do Pan, o Rio está cheio de boas estruturas, mas sem um programa estabelecido.

 

O Parque Maria Lenk está aberto somente para o mosquito da dengue. O velódromo, o melhor das Américas – incluindo os Estados Unidos, não tem um programa de uso. Recebeu somente uma competição após o Pan. A Olimpíada pode mudar um país, mas não o Brasil. A corrupção é algo enraizado aqui.

 

Mas não é por causa disso que não existem decepções olímpicas. João Derly e Luciano Correa, campeões mundiais de judô, pararam nas primeiras lutas e ficaram longe do pódio. Apesar de ter uma expectativa menor, o que mais me entristeceu foi a eliminação precoce do basquete feminino.

 

Nosso país já foi escola neste esporte. Bicampeão mundial no masculino e com um título no feminino, hoje está desamparado. Como disse o Marcel: “Hei, basqueteiro! O seu esporte foi parar na casa do chapéu”. As jogadoras são as que menos tem culpa – no caso do feminino –, infelizmente.

 

O mundo se pergunta sobre o que está acontecendo com o basquete brasileiro. Tirando os últimos anos, sempre que o Brasil entrava em quadra, era muito respeitado. Até o Dream Team de 1992 achava que era pedreira enfrentar nossa seleção.

 

O basquete está morrendo aqui...

Escrito por Daniel Balsa às 22h14
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  Pequinzada (87)

César Cielo voltou a quebra o recorde olímpico nos 50 m livre. Diferente das eliminatórias, a marca não foi superada. Então, com o melhor tempo da semifinal, o brasileiro chega com pompas de favorito à final da prova.

 

Quer saber? Acho que ele vai ganhar com sobras. Senti que ele tava nadando “suave” perto dos demais. Teve gente que precisou nadar tudo o que tinha para ficar entre os oito. Cielo largou bem, acelerou no começo e administrou no final. Cravou 21s34, mas poderia ter superado os 21s28, estabelecendo o novo recorde mundial.

 

Se Deus quiser, vai ficar pra decisão o temporal do brasileiro. Vamos torcer muito! Seria a primeira medalha de ouro da natação em Jogos Olímpicos.

Escrito por Daniel Balsa às 22h13
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  Pequinzada (86) questionando o Governo

Ontem vi um depoimento do José Trajano, da ESPN Brasil, que é para lá de interessante. Ele falou sobre o choro de Eduardo Santos, após não ter conquistado a medalha em Pequim. O judoca chorou e pediu desculpa para todos os brasileiros, mas principalmente aos pais.

 

Trajano disse que ele se ele fosse ouro, o Lula e o Ministro dos Esportes seriam os primeiros a deixar o lugar onde estão e ir cumprimentar Eduardo, dar uma medalha de reconhecimento, tirar fotos e fazer suas politicagens. Honrado, o judoca agradeceria, claro.

 

O choro dele foi o retrato do verdadeiro atleta brasileiro, que muitas vezes como o pão que o diabo amassou e só são reconhecidos com uma medalha. Eduardo sabe disso, por isso chorou muito com a eliminação. O pódio olímpico poderia mudar sua vida, mas quem o viu lutar, sabe que a dele já está guardada. Atuou muito bem, justamente em seus primeiros meses como titular da Seleção Brasileira.

 

Mas e o pedido de desculpas aos pais? Sua família é humilde e seus progenitores deram até o impossível para ele continuar no esporte. Ele deve ganhar uma “merreca”, mas acredita que pode chegar lá – e vai chegar. Se levasse a medalha, algo mudaria, um patrocinador poderia pintar por ai.

 

Temos de destacar que Eduardo Santos chegou a não ter dinheiro para comprar um kimono. Carlos Honorato leiloou um dos seus para que Santos pudesse fazer uma cirurgia. Faltou dinheiro para que Eduardo pudesse fazer o exame para ser faixa preta...

 

Esse é o retrato do atleta brasileiro. Os tops são exceções. Mas somente hoje, pois já passaram um sufoco danado.

 

Mas também não adianta gastar mundos e fundos para estes atletas formados, tem de investir na base, para o esporte educar de verdade. Dar a oportunidade para todos praticarem as diversas modalidades, olímpicas ou não. Nem todos vão seguir a carreira esportiva, mas conviverão com lições e atividades que o deixarão longe das ruas e dos caminhos errados.

 

Vai saber se a menina que pede esmola no farol não seria uma grande ginasta? Vai saber se o garoto que te assaltou não seria um grande ciclista?

 

Com o esporte fabricando diversos campeões, não seria difícil grandes empresas apostarem e investirem neles. Mas o Governo precisa fazer seu papel. Não adianta investir no produto final, em sediar a Olimpíada de 2016, enquanto o povo passa fome, não tem educação e não recebe as oportunidades.

Escrito por Daniel Balsa às 21h19
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  Pequinzada (85)

O judô brasileiro é uma potência. Conquistou três bronzes e pode buscar mais uma medalha na categoria dos pesados com João Gabriel Schlitter. Mas a modalidade não mostrou “inovações” para os Jogos Olímpicos.

 

É que os judocas brasileiros são muitos bons mesmo, pois, taticamente, todos lutaram como no Mundial do ano passado. Ficou fácil marcar os brasileiros. Dos campeões mundiais, Thiago Camilo buscou o bronze e os demais – João Derly e Luciano Correa – decepcionaram. Voltar com as mãos vazias.

 

Continuo achando Camilo o melhor judoca do mundo, até por isso acho que ele buscou o bronze. Ketleyn Quadros subiu ao pódio, mas não era das mais cogitadas às medalhas. Leandro Guilheiro passou boa parte de 2007 machucado, então não havia referências atuais sobre ele.

 

Se o Brasil quer mesmo ser a maior potência do judô, deve ser impor no tatame e buscar outras formas de vencer.

Escrito por Daniel Balsa às 20h40
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  Pequinzada (84) de bronze. Quem sabe um ouro também

Hoje eu vi uma enquete se o César Cielo é o novo Fernando Scherer. Se eu tivesse visto ela ontem, responderia que ele já é melhor que o Xuxa, que foi um grande nadador. A diferença entre ele é que Cielo treina com muito mais afinco que o Scherer treinava.

 

Não vi a resposta desta enquete, mas acho que os índices de aprovação de Cielo foram muito grandes. Ele foi medalha de bronze nos 100 metros livres na noite desta quarta-feira (manhã de quinta em Pequim), alcançando o recorde sul-americano – que era dele – com 47s68. Vale lembrar que ele não tinha muitas expectativas de medalha nesta prova e classificou somente com a última vaga. Mas não desistiu.

 

Na manhã desta quinta (noite em Pequim), Cielo participou das eliminatórias dos 50 m livres, que a prova onde ele espera conquistar o ouro e quebrar o recorde mundial. Mesmo sem valer nada, fez a melhor marca olímpica com 21s47. Até então, o melhor tempo tinha sido registrado pelo russo Alexander Popov, em 1996.

 

Pena que o recorde durou apenas um minuto. Na série seguinte, Amaury Leveaux quebrou a marca por 0s01. Mas deu para ver que Cielo nadou muito mais solto que o francês. “Não estava com a cabeça muito boa para esta prova, fiz apenas para me classificar. Nem dormi à tarde. Estava muito feliz com a medalha dos 100 m”, disse o nadador à Rede Globo.

 

Para o ouro, ele só precisa melhorar sua chegada, pois ele desliza demais. Tem de ir socando até o muro.

Escrito por Daniel Balsa às 20h39
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  Pequinzada (83) questionadora

Estou ligeiramente cansado hoje. Então fica a pergunta:

 

Quando virá o primeiro ouro?

Escrito por Daniel Balsa às 21h07
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  Pequinzada (82)

Não acredito que será hoje que o Brasil conquistará o primeiro ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim. Apesar do judô continuar na ativa – com Mayra Aguiar e Eduardo Santos – e de Kaio Marcio cair nas piscinas na final dos 200 m borboleta, creio que eles brigarão arduamente por medalhas, mas teriam de fazer algo muito a mais para pegar o ouro.

 

No caso de Kaio Marcio, é praticamente impossível. Ele teria de bater o genial Michael Phelps. Tudo pode acontecer, mas é duro. No judô, quem sabe. É difícil, mas vale lembrar que Mayra conquistou uma etapa da Copa do Mundo neste ano. Veremos o que a madrugada trará para o Brasil.

 

Hoje também tem a prova de contra-relógio do ciclismo. É literalmente uma corrida contra o relógio. É como um treino de Fórmula 1, só que cada um entra sozinho no percurso. O vencedor é quem completar no menor tempo o trajeto e acredito no suíço Fabian Cancellara, bicampeão da categoria e medalha de bronze neste Jogos na estrada.

Escrito por Daniel Balsa às 20h48
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  Pequinzada (81) do quase

O judô nos Jogos Olimpicos tem sido uma guerra. Ganhando ou perdendo, os atletas têm saído da competição com lesões, escoriações, luxações e até mordidas. Isso é reflexo do alto nível da competição.

 

Ontem foi o Leandro Guilheiro que saiu machucado e hoje o Tiago Camilo. Saiu com uma luxação no dedo mínimo da mão direita e uma luxação no punho esquerdo. Assim como Guilheiro, conquistou o bronze e alcançou sua segunda medalha olímpica.

 

Apesar de ser campeão mundial, comemorou muito o resultado. “Qualquer um que chegou ao pódio merecia a medalha de ouro”, falou. Não é por menos sua celebração. O duelo pelo bronze foi entre os dois últimos melhores do mundo, ele e o holandês Guillaume Elmont, vencedor do Mundial do Egito de 2005.

 

Foi a terceira medalha brasileira em Pequim e a terceira conquistada pelo judô. Está na hora de pintar o primeiro ouro!

Escrito por Daniel Balsa às 20h47
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  Pequinzada (80) na torcida do ouro - 2

Acredito que o Brasil conquistará nesta noite/madrugada/manhã sua primeira medalha de ouro. Tiago Camilo, na categoria 81 kg, repetirá o feito de Aurélio Miguel em Seul-1988 e Rogério Sampaio em Barcelona-1992 e ouvirá o hino nacional no pódio olímpico.

 

O Camilo, para mim, é o melhor judoca do mundo em todas as categorias. Lutou o Pan na categoria até 90 kg – vale lembrar que ele foi prata em Sydney-2000 lutando com 73 kg –, depois voltou para sua categoria para buscar o ouro no Mundial de Judô. Nas duas campanhas, encheu os olhos da torcida com seus lindos ippons.

 

Agora se ficar com o ouro, será o judoca brasileiro mais premiado da história olímpica. Ele também tem uma prata – a acima citada –, ultrapassando Aurélio Miguel, que tem um ouro e um bronze.

 

Ele também se tornará o primeiro brasileiro campeão mundial e olímpico, ostentando estes títulos no mesmo ciclo. Vale lembrar que Aurélio Miguel e Rogério Sampaio venceram a Olimpíada, mas nunca conquistaram um mundial.

Escrito por Daniel Balsa às 22h56
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  Pequinzada (79) na torcida do ouro - 1

O número de Pequinzadas vai diminuir, obviamente, durante a semana. Mas não poderia deixar passar em branco o excelente desempenho de Daiane dos Santos no solo.

 

Ela só deu uma passada a mais e se segurou para não passar da linha branca no tablado. De resto, perfeita. Foi para a final com o quinto melhor desempenho (15.250) e pode buscar a medalha que escapou em Atenas, quando era a franca favorita.

 

A história dela pode ser como a de Rodrigo Pessoa. Em 2000, era a última chance de medalha de ouro para o Brasil e entrava para saltar com Baloubet du Rouet com grandes possibilidades. Um refugo do cavalo fez com que ele caísse em descrédito.

 

Chegou em Atenas sem muito alarde e ninguém falava em medalha para ele. Na minha lista, constava o cavaleiro, um dos maiores nomes do esporte, mas ninguém acreditava nele. Pegou a prata, que depois virou ouro, com o doping do cavalo do campeão.

Escrito por Daniel Balsa às 22h56
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  Pequinzada (78)

No Papo Olímpico, Sidney Garambone, editor-chefe do Globo Esporte, disse que o destaque de ontem na Olimpíada foi Clemilda Fernandes. E o Galvão foi na dele!

 

Sabe qual foi a justificativa?

 

“A Clemilda é um exemplo! Com 50 anos, conclui a prova de ciclismo de estrada na 51ª posição”.

 

Depois ele ainda falou uma frase do Confúcio falando sobre a verdadeira idade...

 

Clemilda tem 29 anos. Quem tem cinquinta é a francesa Jeannie Longo.

 

Que baita pataquada!

Escrito por Daniel Balsa às 22h55
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  Pequinzada (77)

Tem gente que gosta de enfrentar caras bons para buscar um grande resultado. O Leandro Guilheiro e a Ketleyn Quadros mostraram que são deste tipo. Tem judocas que preferem pegar uma chave mais fácil e que vai crescendo com o tempo.

 

Os brasileiros não tiveram respiro e foram passando por seus rivais. Cada um perdeu uma partida, por isso não trouxeram o ouro, mas fizeram história com suas medalhas de bronze.

 

A primeira medalha do Brasil em Pequim veio com Ketleyn, uma judoca extremamente fria. Só comemorou quando terminou a competição e colocou a medalha no peito. Estava tão tranqüila que a quinta ou sexta Olimpíada dela. Foi amarrando as lutas, buscando punições, colocando os golpes quando podia e não se abateu quando estava atrás.

 

Buscou a medalha como naquele ditado: de grão em grão, a galinha enche o papo. E este foi o primeiro pódio olímpico do judô feminino em Olimpíada. Ketleyn também é a primeira brasileira a alcançar a medalha em esportes individuais em Olimpíadas.

 

Já Guilheiro estava com olhos de tigre e repetiu o pódio que alcançou em 2004, quando era surpresa para todo mundo. Desta vez, me surpreendeu também. Depois de anos complicados, com lesões atrás de lesões, achava que ele ia fazer um bom papel, mas não acreditava no pódio.

 

Mas foi arrebatador em suas lutas, perdendo somente um luta – quando tomou uma mordida na mão. Infelizmente, a derrota o tirou da medalha de ouro, seu grande objetivo, mas o colocou na história do judô brasileiro, sendo apenas o segundo atleta a conquistar dois pódios olímpicos. Até então, Aurélio Miguel, ouro em Seul-1988 e bronze em Atlanta-1996, era o único. E olha que Guilheiro tem apenas 25 anos...

Escrito por Daniel Balsa às 22h53
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  Pequinzada (76)

O pelotão aumenta o ritmo e Clemilda vai sofrendo para se manter no grupo. O percurso, realmente, é muito duro para os ciclistas brasileiros.

 

Mas o destaque do dia, para mim até aqui, foi a vitória da Espanha sobre a Grécia no basquete masculino. Na reedição da final do Mundial, os espanhóis repetiram o triunfo. Desta vez, com um sonoro 81 a 66. Tem de ficar de olho!



Escrito por Daniel Balsa às 05h42
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  Pequinzada (75)

A brasileira Clemilda Fernandes é a última chance de medalha para o Brasil hoje. Uma fuga solitária lidera a prova, faltando pouco menos de 40 minutos. Cerca de 1min de frente para o pelotão, onde está a Clemilda. Vale destacar que chove em Pequim e o piso está liso.

 

Falando nela, a ciclista é de uma família que pedala unida. São irmãos e primos profissionais. No começo do ano, em entrevista para a revista VO2, ela credenciou sua sobrinha Márcia, de apenas 17 anos, ao título mundial de sua categoria.

 

A seleção brasileira de vôlei passou por cima do Egito. O placar foi 3 a 0, sem susto algum, como era de se esperar.



Escrito por Daniel Balsa às 05h37
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  Pequinzada (74) com o sorriso amarelo

Poxa, dei uma cochilada, mas não consegui acordar para ver a segunda luta do João Derly. Acabei de ler no UOL que ele perdeu.

 

Claro que deve ser muito difícil ser visado por todos os rivais – preço que se paga por ser bicampeão mundial –, mas quem quer o ouro, supera qualquer adversário. Robert Scheidt ganhou milhares de títulos na Lazer enfrentando o inglês Ben Aisle, outro ótimo velejador, que o estudava todos os dias.

 

Scheidt não ganhava todos as vezes, mas ganhou a esmagadora maioria dos eventos. É só olhar para sua galeria de troféus.

 

Durante dos ciclos olímpicos, o vôlei masculino foi visado. O pior resultado foi uma quarta colocação, que já foi tratada como fiasco.

 

Não vi a luta, então não tenho muito a comentar. Mas acredito que vão surgir argumentos como esse, o que não dá para aceitar. Foram quatro anos de treinos e isso deveria estar no planejamento. Era uma das medalhas que contava para o Brasil, mas, em Olimpíada, as coisas acontecem sempre contra nosso país.

 

É incrível como uma zebra nunca é a nosso favor e que boa parte das pernas que bambeiam, braços que encolhem e etc são brasileiros.



Escrito por Daniel Balsa às 05h06
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  Pequinzada (73) vendo carneirinhos

Marcio e Fábio Luiz venceram por 2 a 0. Myke Carvalho está fora no boxe. E eu tirarei um cochilinho, pois estou merecendo.



Escrito por Daniel Balsa às 03h03
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  Pequinzada (72)

Meu vício por esporte fez com que uma amiga me questionasse se eu sabia o que estava se passando no mundo, sem que eu tocasse no assunto Olimpíada.

 

Claro que não consigo conciliar meu tempo tão bem, mas sei que a Geórgia e Rússia estão em guerra, que ontem (sábado) começou a campanha de vacinação contra a rubéola no Brasil e outras coisas mais.

 

Só que minha resposta foi mais simples e completa: “Importa?”

 

E Andressa Fernandes está fora das Olimpíadas. Valeu ter tentado.



Escrito por Daniel Balsa às 02h41
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  Pequinzada (71)

Marcio e Fábio Luiz venceram o primeiro set contra a dupla Lione e Amore por 21 a 18. Apesar do placar não ser tão cômodo, os brasileiros mostraram muita serenidade. Pareciam que partidas olímpicas faziam parte de suas rotinas. Gostei do que vi!



Escrito por Daniel Balsa às 02h35
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  Pequinzada (70)

Que drama, amigo! Só no finalzinho o João Derly, bicampeão mundial de judô, conseguiu desbancar o coreano Kim (não me pergunte o nome completo vendo pela televisão).

 

No começo da luta, o coreano mostrou ter estudado muito o brasileiro. Foi um duelo bem amarrado, com uma punição para cada lado, até que João encaixou um golpe faltando 32 segundos e, com sua experiência, administrou a vitória, mesmo com o ímpeto do adversário.

 

O problema do judô é a tensão. São só cinco minutos, mas os adversários ficam lado-a-lado e não podem fugir do pau, senão são punidos. Sem falar nos golpes, que são rápidos e, muitas vezes, você até se confunde de quem aplicou, se foi contragolpe... só digo que foi um drama! Agora que venha o português Pedro Lima, bronze no Europeu.

 

E outra boa notícia para o Brasil! Renata e Talita passaram pela dupla mexicana por 2 a 1. Depois de um primeiro set mais tenso – o primeiro delas em Jogos Olímpicos – e a favor do conjunto do México, as brasileiras colocaram a cabeça no lugar e o volume de jogo em dia.

 

Agora vai rolar Marcio e Fabio Luiz contra uma dupla italiana, Lione e Amore. Começa mais uma campanha que pode render o ouro para o Brasil! Vale lembrar que eles já conquistaram o Campeonato Mundial da modalidade.



Escrito por Daniel Balsa às 02h07
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  Pequinzada (69)

A brasileira Andressa Fernandes fez um alarde para poder lutar no lugar da judoca Érika Miranda, lesionada. Conseguiu, depois muito custo. Chegou em Pequim nas vésperas de suas estréia.

 

Estreou agora pouco contra a dominicana Garcia, mas parece que o cansaço pesou. Ela foi muito apática e, por conta de suas punições, perdeu a luta. Agora é torcer para que a dominicana chegue às semifinais para ela poder entrar na repescagem.

 

Daqui a pouco, é a vez de João Derly entrar no tatame para lutar.

 

Quem estréia neste momento é a dupla Renata e Talita do vôlei de praia. Elas podem buscar medalha, mas estão enfrentando umas mexicanas enjoadas. O jogo está amarrado no primeiro set, com 19 a 17 para o conjunto do México.



Escrito por Daniel Balsa às 01h20
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  Pequinzada (68 - como ela é bela!)

A chuva que desaba em Pequim adiou a estréia do tênis na programação olímpica. Todas as partidas marcadas para este domingo passaram para a segunda-feira, isso se não chover novamente.

 

Mas a Stephanie Rice é linda mesmo...

 



Escrito por Daniel Balsa às 00h55
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  Pequinzada (67) bem na foto

A australiana Stephanie Rice venceu os 400 m medley no feminino e ainda quebrou o recorde mundial. Foi ao pódio, cantou o hino de seu país e eu não consegui tirar os olhos dela. Eita menina bonitinha, viu?

 

Já vi no Google que essa garota adora uma festinha também, inclusive à fantasia, usando trajes ousados. Agora, campeã olímpica, vai ser seguida mais de perto.

 

 

 



Escrito por Daniel Balsa às 00h27
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  Pequinzada (66) um pouco fraca

(Assistindo a natação)

 

Peguei uma gripezinha que está me deixando um pouco “abatido” para esta madrugada, mas vamos suportar! Se Deus quiser! Tenho de aproveitar este dia para ver mais Olimpíadas! Aliás, temos chances reais de ouro, com João Derly na categoria até 66 kg.

Escrito por Daniel Balsa às 00h00
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  Pequinzada (65)

(Assistindo a ginástica olímpica)

 

Uma das grandes questões destes Jogos é se Phelps conquistará as oito medalhas de ouro e superará a marca de Mark Spitz, com sete vitórias na Olimpiada de Munique-1972. Eu acho que vai, pois não existe um nadador melhor que ele nestas modalidades.

 

Pode ser que o cansaço pese, mas ele se preparou para nadar todas essas provas. O primeiro ouro já veio e com recorde mundial debulhado. O cartão de visitas foi mostrado.

Escrito por Daniel Balsa às 23h35
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  Pequinzada (64)

(Assistindo natação e ginástica olímpica)

 

Thiago Pereira piorou seu tempo de eliminatória em quatro segundos e terminou somente em oitavo nos 400 m medley. Ele ficou boa parte da prova alguns metros atrás do trio Michael Phelps – que ficou com o primeiro ouro dele –, Laszlo Cseh e Ryan Lochte, mas foi ultrapassado pelo resto dos competidores durante os 100 m livre final, modalidade onde possui mais defeitos.  Sua prova mesmo é os 200 m medley, mas terá de suar para pegar uma medalha.

 

O destaque positivo deste início olimpico é Gabriela Silva, que conquistou a vaga na final dos 100 m borboleta, melhor resultado brasileiro na história. Ela registrou 58s39, 0s39 pior que nas eliminatórias. A medalha é difícil, mas como está na final, pode aprontar.

Escrito por Daniel Balsa às 23h30
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